Análise semanal de Mercado BiG (XAGUSD, EURCAD, S&P500, EURUSD, AUDUSD)

Análise semanal de Mercado BiG (XAGUSD, EURCAD, S&P500, EURUSD, AUDUSD)

BiG - Banco de Investimento Global  | 14.02.2019 15:21

XAGUSD: Prata poderá retomar a tendência ascendente

Um posicionamento comprador na prata poderá ser impulsionado, caso a fase final de negociações entre os EUA e a China conduza a decisões difíceis e ao agravamento das tensões comerciais entre ambos os blocos económicos.

A possibilidade do dólar americano recuar, depois dos fortes ganhos registados desde o início do ano e de ter atingido uma resistência forte, seria benéfica para a prata, caso se concretize.

Referência técnica: A prata está a negociar junto à linha de tendência ascendente. A situação actual, muito próxima de um suporte relevante, proporciona uma relação atractiva de risco/rendimento na prata. A confluência de níveis técnicos robustos deverá suportar a prata. O rácio ouro/prata (XAUXAG) está a consolidar dentro de um triângulo simétrico, podendo continuar o movimento descendente. Por este motivo, esperamos um desempenho superior da prata face ao ouro, em termos relativos.

EURCAD: Par poderá recuperar a curto prazo se quebrar cunha descendente em alta

O par tem vindo a ser pressionado, tendo atingido esta manhã mínimos que não eram visitados há várias semanas.

Apesar da valorização forte do crude ao longo da sessão de hoje, o dólar canadiano não beneficiou ao ponto do EURCAD romper o suporte.

Referência técnica: O EURCAD está a negociar junto ao suporte de médio prazo e está a formar uma cunha descendente, figura de inversão de tendência por excelência. Caso se confirme a ruptura desta cunha, vemos potencial para uma valorização de curto prazo. O breakout da linha de tendência descendente traçada no RSI daria uma confirmação adicional ao posicionamento comprador. A proximidade ao suporte permite gerir o risco de forma conservadora.

S&P 500: Euforia com indícios de potenciais desenvolvimentos favoráveis aumenta permeabilidade perante resistência

Durante esta semana decorre a terceira ronda de negociações entre EUA e China, desde as tréguas acordadas em Novembro de 2018. Robert Lighthizer, Representante do Comércio e Steven Mnuchin, Secretário do Tesouro encontram-se em negociações com o vice-primeiro-ministro e conselheiro económico chinês, Liu He, com o objectivo de alcançar um acordo que possa ser assinado pelos dois presidentes para terminar a escalada protecionista entre EUA e China. Ontem, fontes oficiais da Casa Branca divulgaram que Donald Trump ainda pretende reunir-se com Xi Jinping, possivelmente em Março. De qualquer modo, sem acordo assinado, após o dia 1 de Março, os EUA poderão aumentar as taxas alfandegárias em USD 200 mil milhões de importações oriundas da China dos actuais 10% para 25%, o que presumivelmente motivaria uma retaliação chinesa, possivelmente com um aumento de taxas sobre USD 60 mil milhões de importações provenientes dos EUA.

Ontem foi igualmente alcançado um acordo de princípio bipardtidário no Congresso norte-americano, como forma de tentar evitar um novo encerramento parcial dos serviços federais (US government shutdown) a partir de dia 15 de Fevereiro. No acordo em causa prevê-se um financiamento de USD 1,4 mil milhões para a construção de uma barreira ao longo de 55 milhas na fronteira do Texas com o México. Para produzir efeito, o acordo carece de aprovação por parte de Trump, que almejava um financiamento de USD 5,7 mil milhões para reforçar a segurança na referida fronteira.

Referência técnica: Perante estes meros sinais, o mercado, ainda em sobrecompra técnica, respondeu com elevada força compradora, o que aumenta o risco de quedas caso os desfechos positivos não se concretizem. Vemos os 2.745 e, mais acima, os 2.791 pontos como resistências-chave, onde o binómio risco-retorno pode ser particularmente atractivo para posições curtas.

EURUSD: Perante sentimento fortemente negativo em relação ao EUR, indicadores macro podem captar compradores

Na semana passada, o significativo corte nas estimativas de crescimento para a Zona Euro, em 2019 (1,3% vs. 1,9%, em 2018), por parte da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu, adensou o sentimento negativo sobre a moeda única – já motivado por indicadores macroeconómicos referentes às três maiores economias (Alemanha, França e Itália) a revelar crescente debilidade.

Para o agregado da Zona Euro, esta semana serão divulgadas: a produção industrial, em Dezembro, e as estimativas preliminares de crescimento económico referente ao último trimestre de 2018. Em ambos os casos, já se conhecem os números para as economias dos principais Estados- membros, pelo que acreditamos que o potencial para surpresas negativas está já consideravelmente mitigado. Com efeito, antecipamos que, perante a sua forte sobrevenda, o EURUSD possa ter algum espaço para aliviar das pesadas quedas. Se Trump não aprovar o acordo de princípio bipartidário alcançado ontem no Congresso e, efectivamente, se verificar uma retoma do US partial shutdown no fim-de-semana, o par poderá encontrar ainda mais compradores. Eventuais notícias positivas em relação às negociações entre EUA e China poderão também reforçar este racional de subida.

Referência técnica: Após ter reagido positivamente ao testar o suporte conferido pelo limiar inferior do canal descendente, o par testa agora a importante resistência dos 1,13. A eventual superação deste nível, reforçada pela quebra em alta do canal, deverá abrir caminho até aos 1,1350.

AUDUSD: Notícias positivas em relação ao acordo entre China e EUA podem impulsionar o dólar australiano

A incerteza em torno do próximo estágio das negociações comerciais entre os EUA e China na passada semana, com a aproximação do prazo do dia 1 de Março, manteve o dólar australiano pressionado. No entanto com as notícias de que Trump está optimista em relação ao acordo comercial e com a crescente probabilidade de boas notícias neste âmbito até ao final da semana, o par tem potencial para assumir um movimento ascendente.

Os mercados asiáticos reagiram de forma positiva à melhoria do apetite pelo risco, enquanto o dólar americano se encontra a corrigir e consolidou os ganhos recentes em relação aos seus principais pares. O Aussie beneficiou também de um aumento da confiança dos empresas na economia, depois de uma diminuição em Dezembro.

Referência técnica: O dólar australiano encontra-se a recuperar das fortes quedas da semana passada num suporte relevante que já foi testado várias vezes no passado. Se as notícias positivas do acordo comercial se efectivarem o par tem potencial para ascender a valores perto dos $0,72 no curto- prazo.

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